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Romance mais recente:
HUMANA FESTA (Rio: Record, 2008).
O primeiro romance brasileiro a abordar direitos animais e veganismo como tema principal.
"Humana festa, o quinto livro em português
de Regina Rheda, é uma obra original. A temática
é de uma atualidade total e urgente".
(Márcio Seligmann-Silva, professor de teoria literária e literatura comparada na Unicamp).
A ORELHA DO LIVRO: Humana Festa, o quinto livro em português de Regina Rheda, é uma obra original. Sua temática é de uma atualidade total e urgente: como lidar com o fato de que a hegemonia dos humanos sobre os demais animais não é mais defensável. Como lemos neste romance, abrir mão desta posição de ponta na hierarquia das espécies também significa abrir mão do patriarcalismo. Não por acaso uma das epígrafes deste livro é de Percy Shelley, um dos mais importantes poetas do romantismo inglês: naquela época a humanidade refletiu profunda e angustiadamente sobre a sua situação prometéica. O capitalismo e as tecnologias de então anunciavam a possibilidade do ser humano desbancar Deus. Agora vivemos sob a ameaça de ser esmagados pela técnica e pela natureza, que se rebelam. Somos obrigados a repensar o que são a natureza e o biopoder. Como lemos no livro: “está errado aproveitar-se dos animais, humanos ou não, como se eles fossem meros instrumentos, seja lá para o que for!”.
Os protagonistas desta obra são veganos, ou seja, seguidores de um modo de ver o mundo que o coloca de ponta-cabeça, porque reconhece que devemos respeitar toda vida animal capaz de sentir, pois estes animais devem ser vistos como alguém, “pessoas”. Isto porque possuem uma consciência de si e não podem ser reduzidos à nossa propriedade.
O enredo trança destinos que se localizam na Flórida, em Massachusetts e em uma grande propriedade rural no Brasil. A história serve de alegoria para a apresentação do veganismo e dos desafios que sua “realização” significará. Pois, afinal, trata-se de uma utopia pós-patriarcal e pós “especista”, talvez uma das poucas bandeiras revolucionárias em uma época que se considera pós-utopias. Os personagens têm nomes-papéis que explicitam este projeto alegórico: Megan (para vegan), Bob Beefeater, Afonso Bezerra Leitão, Marcela Gallo Sardinha, Mortandela (um suíno), Dona Orquídea etc.
A pergunta colocada pelo livro repercute e, esperemos, deve incomodar de modo produtivo: “Até quando um vegano será considerado radical, e um humano que explora animais, sensato?”. (Márcio Seligmann-Silva, professor de teoria literária e literatura comparada na Unicamp).
MAIS SOBRE HUMANA FESTA:
- ENSAIO ACADÊMICO
- APRESENTAÇÃO EM CONGRESSO (Nova York)
- Entrevistas com a autora: ANDA, EDITORA RECORD,
JORNAL DEBATE.
Mais
sobre a ficção de Regina Rheda:
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Seu
primeiro livro, Arca sem Noé - histórias
do edifício Copan (São Paulo,
Paulicéia, 1994; nova edição a ser publicada pela
Record em
2010), ganhou o prêmio Jabuti em 1995. Uma das oito histórias,
"O mau vizinho", ganhou o prêmio
Maison de l'Amérique Latine, da Radio France Internationale.
"A autora conseguiu
criar uma literatura original, rompendo, com fino bom humor e
imaginação, os limites entre o real e o imaginário". (Prêmio
Jabuti 1995 - catálogo dos vencedores).
"As histórias do Copan são como pedras preciosas em um colar -- cada uma é brilhante por si mesma, mas, quando vista no todo, é parte de um desenho maior, habilmente interconectado". (Earl E. Fitz, professor de literatura comparada, espanhol e português na Vanderbilt University). |
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Pau-de-arara
classe turística (Rio de Janeiro, Record,
1996) é um romance sobre imigrantes brasileiros na Europa.
"Bem-humorada e
despretensiosa, a linguagem de Rheda foge de clichês e carrega
em descrições saborosas [...] traça, de quebra,
um perfil arguto da classe média londrina e revela os horizontes
limitados de uma família dos confins da Calábria."
(Bernardo Ajzenberg, Mais!, Folha de São Paulo).
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Amor
sem-vergonha (Rio, Record,
1997) é uma coletânea de contos.
"A
paulista Regina Rheda, uma das revelações da literatura,
surpreende."
(Ivan Claudio, IstoÉ). |
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"O
santuário", conto sobre imigrantes e defensores
dos direitos animais nos EUA, é publicado na antologia Pátria
estranha (São Paulo: Nova
Alexandria, 2002). Entre os outros autores estão
Moacyr Scliar, Silviano Santiago e Charles Kiefer.
"O
santuário" aborda a situação de ilegalidade
de brasileiros nos Estados Unidos de forma contundente, ilustrando
sua condição subalterna e precária".
(Stefânia Chiarelli, Idéias, Jornal do Brasil).
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"Dona
Carminda e o príncipe", conto sobre a tirania
de humanos contra humanos e outros animais, é publicado na
antologia Histórias dos tempos de escola (São
Paulo: Nova
Alexandria, 2002). Entre os outros autores estão
Moacyr Scliar, Adriana Falcão e Vivina Assis Viana. O conto
também foi publicado em português e inglês ("Miss
Carminda and the Prince" tradução de
Lydia Billon) na edição de outono de 2004 da revista
norte-americana Meridians.
"Nesta história
brincalhona, Rheda reconta, com grande imaginação,
o mito da princesa e seu sapo; aqui, o príncipe da Dona
Carminda é um [anfíbio] que escapa do Instituto
de Educação Domingos Jorge Velho!" (Myriam
Chancy, escritora e editora). |
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O
romance Livro que vende combina uma
intriga em prosa com um cordel pós-moderno, ilustrando
aspectos da globalização econômica e cultural.
Foi publicado em 2003 pela Editora
Altana.
"Livro
que vende é uma divertida reflexão sobre o
romance e suas impossibilidades, algo bastante discutido, mas
nem sempre demonstrado com tanta veemência e bom humor".
(Moacir Amâncio, Caderno 2, O Estado de São Paulo).
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"A
frente", conto sobre globalização e
política ecofeminista em uma aldeia imaginária da
Amazônia, é publicado na antologia Mais
trinta mulheres que estão fazendo a nova literatura brasileira
(Organizador: Luiz Ruffato. Rio: Record,
2005). Entre as outras autoras estão Adriana Falcão,
Sonia Peçanha, Andréa del Fuego e Elvira Vigna."Eu e meus alunos também lemos alguns dos contos mais recentes de Rheda, como “A frente”, e também os achamos maravilhosos. Ficamos impressionados com o humor irônico (um dos elementos principais da literatura brasileira) de Regina, sua visão do lugar do Brasil em nosso mundo globalizado e seu espírito profundamente humano". (Earl E. Fitz, professor de literatura comparada, espanhol e português na Vanderbilt University).
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First
World Third Class and Other Tales of the Global Mix
é publicado pela editora norte-americana University
of Texas Press (2005). O volume contém a tradução
de Arca sem Noé, de Pau-de-arara
classe turística e dos contos "A
princesa encantada" (que está no livro Amor
sem-vergonha) e "O santuário",
além do conto "The Front", escrito
originalmente em inglês.
"O engenho, a ironia, a paixão política e a sensibilidade cosmopolita de Rheda estão habilmente transmitidos neste volume tão bem-vindo e tão bem traduzido". (Daphne Patai, professora da University of Massachusetts-Amherst, Handbook of Latin American Studies, 2007). "Ler os contos e o romance de Rheda foi uma prazerosa descoberta para mim… Seu estilo é muito espirituoso, repleto de deliciosa - às vezes devastadora - ironia e de cativantes imagens poéticas. Seu livro, em suma, é difícil de largar". (David George, professor de espanhol da Lake Forest College e crítico literário)."Eu gostaria de dizer algumas palavras elogiosas a uma das novas estrelas mais brilhantes da literatura brasileira, Regina Rheda. Na primavera, eu e meus alunos lemos vários contos de Regina e ficamos extasiados com eles! Todos sentimos que Regina mais do que merece ser herdeira de grandes brasileiros como Machado de Assis, Drummond e Clarice Lispector. Mais do que isso, temos certeza de que Regina vai desempenhar um importante papel para o Brasil, à medida que o país assumir seu devido lugar no cerne do desenvolvimento do novo e empolgante campo de estudo da literatura interamericana. Que tenhamos mais de Regina Rheda, tanto em português quanto em tradução para o inglês!”. (Earl E. Fitz, professor de literatura comparada, espanhol e português na Vanderbilt University). |
Os
livros da autora estão disponíveis nas livrarias
e em várias bibliotecas brasileiras.
Nos Estados Unidos, podem ser encontrados entre as coleções
latino-americanas das principais bibliotecas universitárias
(Califórnia, Texas, Flórida, Arizona, Novo México,
Tulane, Pittsburgh, Brown, Yale, Harvard) e também nas
principais bibliotecas públicas, como Nova York e Boston. First World Third Class and Other Tales of the Global Mix é também vendido normalmente. |
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